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Entrevista: Roberto Rodrigues, Coordenador do Centro de Agronegócio da FGV

“Virá um tempo quando o agricultor não vai mais viver na fazenda com ele. Vai ser viver em uma cidade, e o premir de um botão . Ele vai aparecer no computador, a temperatura do ar, a umidade da terra, a velocidade do vento, direção do vento. Ele vai tomar todas as variáveis, a fim de decidir o que ele vai fazer.” A projeção é de robert Rodriguez, que foi o ministro da Agricultura, entre 2003 e 2006. Atualmente, ele é Coordenador do Centro das Preocupações da Fundação Getúlio Vargas, e professor de Agronegócio na Esalq/universidade de são paulo, é o lar de centenas de estudos publicados sobre a agricultura, cooperativas e economia rural.

Rodrigues deu uma entrevista exclusiva para o Portal Agrolink, sobre um dos temas mais falados nos dias de hoje a Agricultura e o 4.0. Ele acredita que a conectividade no campo, deve ser a orientação da pesquisa, e aponta as dificuldades no caminho de produtores de pequena escala para acompanhar o progresso, referindo-se ao movimento cooperativo como uma alternativa. Rodrigues, o criador do seguro rural, com destaque para este tema como um dos grandes desafios no setor de agronegócios, apontando que “é apenas com a garantia de uma renda para o agricultor está investindo na tecnologia.

Ele estava na cidade de Luis Eduardo Magalhães (ba), enquanto a Bahia Farm Show, um evento patrocinado pela Cooperativa de Produtores Rurais do estado, o Cooperfarms.

Confira o vídeo da entrevista e o texto:

O Portal Agrolink: como podemos definir esta nova palavra, que é a agricultura de 4.0?

Roberto Rodrigues: ele tem muitas definições. Eu gostaria de usá-lo como um “guarda-chuva” da Agricultura para 4.0 para a conectividade. Virá um tempo quando o agricultor não vai mais viver na fazenda com ele. Vai ser viver em uma cidade, e o premir de um botão . Ele vai aparecer no computador, a temperatura do ar, a umidade da terra, a velocidade do vento, direção do vento. Ele vai tomar todas as variáveis, a fim de decidir o que ele vai fazer. Ele vai pulverizar qualquer coisa, você vai plantar outra coisa, vai colher nada, ele aperta o outro, se você estiver dentro e fora de uma luz na garagem, agora com todos os pesticidas que você selecionou. Ele será feito no dia anterior e descobriu que um deles vai ser nas áreas de cultura, que são os problemas de pragas e doenças, vá para a luz, e de volta para cima. No dia da colheita, ele aperta um botão, em cada três computadores, sem operador, pegar, venha para a cooperativa e a levá-lo lá. Tudo vai ser ligado à ligação. Agora a conversa é, francamente, é que todas as máquinas irão falar uns com os outros. Eles sempre estarão ligados por alguém no escritório, com um computador, com a tv e tudo está conectado em tempo real, imediatamente, rapidamente, e com muito mais precisão nos resultados. Tudo vai ser todo para ELE, a internet das coisas, é tudo uma questão de conectividade.

O Portal Agrolink: o que você acha que vai levar um longo tempo para chegar a este ou já chegou?

Roberto Rodrigues: já está acontecendo. Em muitas partes do mundo, é claro. No Brasil, ele já tem, como bem. Só que isso é um problema muito sério. Existem muitas tecnologias que estão surgindo, como profundidade, e com a velocidade de implantação o mais rápido que pode ser transformado em um fator de concentração de riqueza em um campo. Os grandes produtores têm equipes de engenheiros agrônomos, médicos veterinários, e os gerentes têm o tempo e a capacidade de ver a tecnologia está lá para aprender e usar. O pequeno não vai ter tempo para saber o que está acontecendo no novo. Então, se você são as novas tecnologias que são capazes de reduzir o custo e aumentar a produtividade das pessoas que aderirem vão estar a frente dos outros, e que é para os pequeninos. Eu tenho medo de que a tecnologia revolucionária que está chegando para se tornar um fator na eliminação do pequeno produtor. Isto não é aceitável, até mesmo desejável . A atividade rural requer um tecido social que é polifacetado, com ações de curto, médio e grande porte em diversos setores. Eles vão sobre seu negócio sobre a tecnologia para eliminar, não é apenas um problema no campo. Todos os acontecendo no setor. Indústrias, grandes e pequenos, que são eliminadas do processo. Só que o problema não é tão grave. A pessoa já está na cidade. Se ele perder o seu / sua própria atividade, ele já está na cidade. Em campo. O produtor é excluído, ele vai para a cidade, e que vai exigir de serviço, o que não é sempre algumas cidades que são capazes de oferecer. É muito importante o papel das cooperativas de crédito agrícola, porque eles estão indo para fazê-lo em papel pequeno, o que o torna um grande a si mesmo, e dando a oportunidade para pequenos para competir e crescer em conjunto, a partir da co-operative.

O Portal Agrolink: Na sua opinião, são esses fatores que também é o produtor vai estar relutantes em adotar a tecnologia? Porque nós temos um monte de soluções, mas o produtor é, às vezes, é um pouco difícil fazê-lo porque o sistema convencional (analógica) do que ele está acostumado, é a única que acertou em todas as estações do ano para ele.

Roberto Rodrigues: o homem é o único animal que tem uma postura incomum em face do desconhecido. Ninguém tem medo do passado. O passado já foi. Mas, há um medo do futuro, porque é algo que você ainda não conseguiu absorvê-lo plenamente. Assim, muitas pessoas não querem incorporar a notícia, porque eles não sabem como é, pode demorar um pouco mais de tempo para que essas coisas vêm. Por esse motivo, a assistência técnica de extensão agrícola desenvolvidas pelas cooperativas, terá uma dimensão que é cada vez maior. Hoje, os tratores são vendidos sob as torres da sua conexão. Não são apenas as unidades que atendem a de 30, 40 mil hectares, e que o pequeno produtor não tem. A cooperativa poderá fazê-lo, no todo, de modo que todo mundo vai sair bem mais sensível a tecnologia. Eu não acho que é a relutância. Não tomar o tempo para aprender e incorporar o que eu preciso em uma atividade para terceiros ( co-op), de modo que será feito de forma colaborativa.

O Portal Agrolink: quais são os desafios do setor de agronegócios no Brasil no Brasil, a falar, tanto a criação digital, bem como na agricultura, que já conhecemos?

Roberto Rodrigues: o maior desafio para o Brasil é um país seguro. Eu tive o privilégio de obter a cobertura do seguro rural no primeiro ano do governo como o ministério da Agricultura (2003), e que foi a única coisa que se falava de 30 anos. Já temos 16 anos de idade em um cofre, rural, e não 10% da área é assegurada. Ele não funciona. O governo não é uma parte dele. Não tem o plano de fundo de uma catástrofe, bem regulado e os recursos para receber uma bolsa de um grande produtor, eles não existem. O seguro é a maior ferramenta de tecnologia, e fontes de rendimento que um país pode ter. Eu acho que é um crédito, de preços, opções, e todos esses mecanismos no distrito financeiro de são apenas com o seguro de artigos. Com a garantia de um rendimento, o agricultor está investindo na tecnologia.

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